Interesse do público: padrão Globo de jornalismo
Pra tirar a teia de aranha do blog, vou colocar esse texto que fiz sem muita frescura. A reflexão pode estar rasa e pouco informativa, mas fica registrada a minha opinião! Comentem, só pra num ficar feio... afinal, "o que considero mais importante num comunicador é justamente o que falta aos meios de comunicação fazer: incitar a reflexão e questionamentos". Lindo, não?
O Jornal da Globo é um dos jornais mais respeitados da Central de Jornalismo da Globo. É um jornal antigo e que tem boa credibilidade, além de um staff de grande qualidade. Sem dúvida, faz parte de um grupo de telejornais que são os mais assistidos e respeitados do Brasil: os que vêm com o selo do padrão e qualidade Globo de jornalismo.
Mas fazer uma reflexão sobre o que significa esse tal selo de qualidade pode ser muito interessante. Como futuro jornalista, gosto de olhar de forma crítica tudo que se relaciona à minha futura profissão. Pode me faltar “bagagem” para fazer uma análise profunda da situação dos meios de imprensa no Brasil (e no mundo também!). Mas o que considero mais importante num comunicador é justamente o que falta aos meios de comunicação fazer: incitar a reflexão e questionamentos.
Na televisão, o jornalismo é caracterizado pela pouca profundidade das notícias veiculadas. Uma matéria de um minuto é uma matéria eterna. Os entrevistados têm tempo pra falar, o repórter pode fazer um texto mais elaborado e recheado com informações. E por matéria eterna podemos entender matéria importante.
Na edição de hoje, o Jornal da Globo deu um bastante espaço para uma matéria que ganhou evidencia e criou polêmica: a retirada do Youtube do ar por causa do vídeo em que Daniela Cicarelli aparece em... “Atitude suspeita” com o seu namorado na praia. Fez barulho porá causa de uma questão que eu considero nada – a Justiça censurou ou não o Youtube?
“Oh, que assunto importante. Veja, a matéria falou sobre censura, você não viu?” Realmente, é um pecado censurar o site. Fico triste que Justiça brasileira tenha feito uma coisa dessas. Mas fico bobo mesmo é com o padrão de jornalismo Globo.
Reza a lenda que a mídia deve se ocupar da coisa pública, do interesse público. Falar sobre enchentes e calamidade pública é do interesse público. Falar sobre corrupção nas instâncias de poder também é interesse público. Falar sobre a censura do vídeo da Cicarelli na praia é interesse do público. É espetáculo, é besteira. Não questiono a qualidade da reportagem, que foi bem feita e bem informativa (falou sobre computação e alguns aspectos jurídicos) – apesar de estar muito próxima da fofoca. Mas um telejornal importante como o Jornal da Globo poderia tratar de temas mais relevantes para o Brasil. A questão indígena seria um ótimo assunto. Saúde Pública também parece ter urgência.
É preocupante a situação da imprensa brasileira. Mesmo quando trata de temas relevantes, a cobertura dos fatos é feita como se tudo fosse um espetáculo. Fantástico! O jornalismo é feito como se fosse entretenimento, o Brasil é administrado como um circo. Povo mal informado, país mal conduzido. É fundamental informação de qualidade para que se seja possível viver dentro de um sistema como o Capitalismo. Mais: é preciso que seja possível aceitar qualquer forma de governo.
A Record já segue o padrão Globo de jornalismo. Procura aumentar a sua audiência para rivalizar com mais firmeza contra o quase monopólio da Globo no país – inclusive entrou na briga pelos direitos de transmissão de jogos de futebol. Vão as outras emissoras seguirem o exemplo da Rede Globo? Isso é algo preocupante num país de analfabetos.
O Jornal da Globo é um dos jornais mais respeitados da Central de Jornalismo da Globo. É um jornal antigo e que tem boa credibilidade, além de um staff de grande qualidade. Sem dúvida, faz parte de um grupo de telejornais que são os mais assistidos e respeitados do Brasil: os que vêm com o selo do padrão e qualidade Globo de jornalismo.
Mas fazer uma reflexão sobre o que significa esse tal selo de qualidade pode ser muito interessante. Como futuro jornalista, gosto de olhar de forma crítica tudo que se relaciona à minha futura profissão. Pode me faltar “bagagem” para fazer uma análise profunda da situação dos meios de imprensa no Brasil (e no mundo também!). Mas o que considero mais importante num comunicador é justamente o que falta aos meios de comunicação fazer: incitar a reflexão e questionamentos.
Na televisão, o jornalismo é caracterizado pela pouca profundidade das notícias veiculadas. Uma matéria de um minuto é uma matéria eterna. Os entrevistados têm tempo pra falar, o repórter pode fazer um texto mais elaborado e recheado com informações. E por matéria eterna podemos entender matéria importante.
Na edição de hoje, o Jornal da Globo deu um bastante espaço para uma matéria que ganhou evidencia e criou polêmica: a retirada do Youtube do ar por causa do vídeo em que Daniela Cicarelli aparece em... “Atitude suspeita” com o seu namorado na praia. Fez barulho porá causa de uma questão que eu considero nada – a Justiça censurou ou não o Youtube?
“Oh, que assunto importante. Veja, a matéria falou sobre censura, você não viu?” Realmente, é um pecado censurar o site. Fico triste que Justiça brasileira tenha feito uma coisa dessas. Mas fico bobo mesmo é com o padrão de jornalismo Globo.
Reza a lenda que a mídia deve se ocupar da coisa pública, do interesse público. Falar sobre enchentes e calamidade pública é do interesse público. Falar sobre corrupção nas instâncias de poder também é interesse público. Falar sobre a censura do vídeo da Cicarelli na praia é interesse do público. É espetáculo, é besteira. Não questiono a qualidade da reportagem, que foi bem feita e bem informativa (falou sobre computação e alguns aspectos jurídicos) – apesar de estar muito próxima da fofoca. Mas um telejornal importante como o Jornal da Globo poderia tratar de temas mais relevantes para o Brasil. A questão indígena seria um ótimo assunto. Saúde Pública também parece ter urgência.
É preocupante a situação da imprensa brasileira. Mesmo quando trata de temas relevantes, a cobertura dos fatos é feita como se tudo fosse um espetáculo. Fantástico! O jornalismo é feito como se fosse entretenimento, o Brasil é administrado como um circo. Povo mal informado, país mal conduzido. É fundamental informação de qualidade para que se seja possível viver dentro de um sistema como o Capitalismo. Mais: é preciso que seja possível aceitar qualquer forma de governo.
A Record já segue o padrão Globo de jornalismo. Procura aumentar a sua audiência para rivalizar com mais firmeza contra o quase monopólio da Globo no país – inclusive entrou na briga pelos direitos de transmissão de jogos de futebol. Vão as outras emissoras seguirem o exemplo da Rede Globo? Isso é algo preocupante num país de analfabetos.
