Como funciona a cabeça dos estudantes de jornalismo?
Cara, coincidência é pouco. Este último texto que postei (ler texto Sherlock Holmes, a verdade e o jornalismo) estava escrito há algum tempo, mas só resolvi publicá-lo há pouco. Como se tivesse combinado com Marcos Zibordi, jornalista da Caros Amigos. Na edição de abril, uma das reportagens de capa tentou mapear a cabeça dos estudantes de jornalismo brasileiros. Para minha surpresa, o meu texto se encaixa perfeitamente na matéria de Zibordi. Apesar de não estar completa no site, vale a pena conferir “Como é que funciona a cabeça dos estudantes de jornalismo”.
Como eu acabei de dizer, coincidência é pouco. No dia seguinte ao que eu li a matéria, fiz um curso de jornalismo político no C-se. Sinceramente, esperava muito mais do curso. Mas sempre é possível absorver algo, mesmo das experiências insatisfatórias (por assim dizer). Neste curso aprendi um pouco como é que funcionam os bastidores da política e como os políticos pensam. E também que o cenário exposto por Marcos Zibordi realmente se aproxima muito da realidade. Fiquei contente de não ser um louco paraóico que veio de outro mundo.
Durante o curso o ministrante abordou um tema polêmico: a agenda da imprensa deve ser ditada pelos políticos ou pela própria imprensa? Sou partidário da idéia de que a única forma de conseguirmos alcançar um país mais igual é por meio do jornalismo público, ou seja, de que a imprensa é que deve montar a agenda dos noticiários. Ao dizer isso para o ministrante, que por sinal tem um currículo bem respeitável, escutei algo que me feriu. Acho que machucaria qualquer ego. “É muita ingenuidade pensar que é possível mudar o mundo por meio do jornalismo. É impossível descobrir uma praia virgem”, disse o ministrante. Mas, cara pálida, eu não quero descobrir nada. Está tudo na nossa cara – Sherlock Holmes que o diga! (leia texto abaixo)
Muito pessimismo. Ou pior: muito comodismo. Fiquei indignado. Respondi que estava tudo aí, que se continuarmos seguindo a agenda montada pelos políticos – nada interessados no debate dos problemas sociais do país, os quais eles, políticos, deveriam solucionar – vamos continuar na merda. Mas não adiantou. Ele fugiu do debate com um estudante do terceiro ano de jornalismo. Entendo a situação dele, de profissional que já foi esmagado pelo mercado. Quem sabe um dia ele foi como sou hoje - e nada impede de que um dia eu seja como ele. Mas não foi exatamente por isso que preferi não continuar com a polêmica. Das poucas pessoas presentes no curso, nenhum outro jornalista ou estudante se manifestou sobre o assunto.
Marcos Zibordi está mais certo do que imaginamos.
Como eu acabei de dizer, coincidência é pouco. No dia seguinte ao que eu li a matéria, fiz um curso de jornalismo político no C-se. Sinceramente, esperava muito mais do curso. Mas sempre é possível absorver algo, mesmo das experiências insatisfatórias (por assim dizer). Neste curso aprendi um pouco como é que funcionam os bastidores da política e como os políticos pensam. E também que o cenário exposto por Marcos Zibordi realmente se aproxima muito da realidade. Fiquei contente de não ser um louco paraóico que veio de outro mundo.
Durante o curso o ministrante abordou um tema polêmico: a agenda da imprensa deve ser ditada pelos políticos ou pela própria imprensa? Sou partidário da idéia de que a única forma de conseguirmos alcançar um país mais igual é por meio do jornalismo público, ou seja, de que a imprensa é que deve montar a agenda dos noticiários. Ao dizer isso para o ministrante, que por sinal tem um currículo bem respeitável, escutei algo que me feriu. Acho que machucaria qualquer ego. “É muita ingenuidade pensar que é possível mudar o mundo por meio do jornalismo. É impossível descobrir uma praia virgem”, disse o ministrante. Mas, cara pálida, eu não quero descobrir nada. Está tudo na nossa cara – Sherlock Holmes que o diga! (leia texto abaixo)
Muito pessimismo. Ou pior: muito comodismo. Fiquei indignado. Respondi que estava tudo aí, que se continuarmos seguindo a agenda montada pelos políticos – nada interessados no debate dos problemas sociais do país, os quais eles, políticos, deveriam solucionar – vamos continuar na merda. Mas não adiantou. Ele fugiu do debate com um estudante do terceiro ano de jornalismo. Entendo a situação dele, de profissional que já foi esmagado pelo mercado. Quem sabe um dia ele foi como sou hoje - e nada impede de que um dia eu seja como ele. Mas não foi exatamente por isso que preferi não continuar com a polêmica. Das poucas pessoas presentes no curso, nenhum outro jornalista ou estudante se manifestou sobre o assunto.
Marcos Zibordi está mais certo do que imaginamos.

1 Comments:
Sou apaixonada pela revista Caros
Amigos, e tive que reler a reportagem para te entender...gostei!
É mto bom conhecer alguém da área de humanas, e principalmente, com um ponto de vista que inspira ao conhecimento(escrevi bonito agora heim)...
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