Virada Cultural
Não é nenhum furo de reportagem, mas São Paulo é uma das maiores cidades do mundo. Apesar de toda segregação social que existe na cidade, em alguns momentos é possível se sentir como se conhecesse bem toda a vida que pulsa nesse músculo gigante de concreto. Bom, tudo isso é questionável. Mas o que importa é que senti isso ontem, na Virada Cultural.
O evento é feito desde 2004 e na edição deste ano estima-se que, só no primeiro dia de festa, 3,5 milhões de pessoas circularam pela cidade. É muita gente. E gente de todos os tipos, também. Como uma paella ou uma feijoada: uma mistura de elementos culturais incrível.
Foi a primeira vez que fui à Virada Cultural. E me arrependo de não ter ido outras vezes. Apesar de o som estar muito baixo no palco Sé e de realmente muita gente ter ido, o que acabou lotando demais, gostei de mais do evento. Era como se estivesse contagiado por um clima de festa, mesmo cercado por muita miséria. E é quase surreal ir numa festa em São Paulo na praça do centro, como se vivêssemos em Pindamonhangaba: todo mundo foi pra festa no centro da cidade.
Comentei várias vezes com meus amigos esse “clima”. Ele ainda era reforçado pela mistura incontrolável de pessoas – do mendigo que quer cinqüenta centavos para também tomar uma bebida até as patricinhas tirando fotos com seus celulares. Tem a galera moderna, os punks, os gays e as lésbicas, os malandros, os trabalhadores com seus filhos, os espíritos solitários, os bichos-grilo, e a todas as outras pessoas. Inclusive eu, há!
E o centro estava bonito até. Trabalho ao lado dos locais que sediaram os shows e todos os dias me sinto uma melancolia, desânimo ou perplexidade ao passar pela Sé. Ontem não. Estava à vontade, integrado, esquecido dos problemas que acabaram escondidos pela festa. Dei vinho para os catadores de latas. Encontrei muitas pessoas, algumas que nunca esperaria ver.
Houve também brigas. Mas elas não estragaram a aura do evento para mim. Eu já tinha ido embora, fiquei sabendo pela internet. Nada de anormal: foi como um conto de fadas. Entrei num mundo fantástico de alegria e fechei o livro antes da confusão. Como quando lemos as notícias no jornal, tudo muito distante.
E no ano que vem tem virada cultural de novo!
O evento é feito desde 2004 e na edição deste ano estima-se que, só no primeiro dia de festa, 3,5 milhões de pessoas circularam pela cidade. É muita gente. E gente de todos os tipos, também. Como uma paella ou uma feijoada: uma mistura de elementos culturais incrível.
Foi a primeira vez que fui à Virada Cultural. E me arrependo de não ter ido outras vezes. Apesar de o som estar muito baixo no palco Sé e de realmente muita gente ter ido, o que acabou lotando demais, gostei de mais do evento. Era como se estivesse contagiado por um clima de festa, mesmo cercado por muita miséria. E é quase surreal ir numa festa em São Paulo na praça do centro, como se vivêssemos em Pindamonhangaba: todo mundo foi pra festa no centro da cidade.
Comentei várias vezes com meus amigos esse “clima”. Ele ainda era reforçado pela mistura incontrolável de pessoas – do mendigo que quer cinqüenta centavos para também tomar uma bebida até as patricinhas tirando fotos com seus celulares. Tem a galera moderna, os punks, os gays e as lésbicas, os malandros, os trabalhadores com seus filhos, os espíritos solitários, os bichos-grilo, e a todas as outras pessoas. Inclusive eu, há!
E o centro estava bonito até. Trabalho ao lado dos locais que sediaram os shows e todos os dias me sinto uma melancolia, desânimo ou perplexidade ao passar pela Sé. Ontem não. Estava à vontade, integrado, esquecido dos problemas que acabaram escondidos pela festa. Dei vinho para os catadores de latas. Encontrei muitas pessoas, algumas que nunca esperaria ver.
Houve também brigas. Mas elas não estragaram a aura do evento para mim. Eu já tinha ido embora, fiquei sabendo pela internet. Nada de anormal: foi como um conto de fadas. Entrei num mundo fantástico de alegria e fechei o livro antes da confusão. Como quando lemos as notícias no jornal, tudo muito distante.
E no ano que vem tem virada cultural de novo!

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